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RNP+CEARÁ, Em Apoio Comitê de tuberculose no dia Mundial.

24 Março, Dia Mundial de Luta Contra Tuberculose

4:41:21 2019-03-24

Neste 24 de Março Dia Mundial da Tuberculose, a RNP+Ceará – Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS – Núcleo do Ceará, entidade sem fins lucrativos e vinculo partidários e religioso considerada de utilidade publica pela a Câmara dos vereadores do município de Fortaleza no ano de 2014 e que tem acento no COMITÊ ESTADUAL DE TUBERCULOSE DO ESTADO DO CEARÁ representando as Pessoas vivendo com HIV naquela instancia, vem juntar-se a luta do COMITÉ CEARENSE no sentido de dar visibilidade as ações realizadas Alusiva a Data no estado do Ceará, Bem como registrar nosso apoio a APTU- Associação de Amparo aos Pacientes com Tuberculose,

. https://www.saude.ce.gov.br/2019/03/20/semana-de-prevencao-a-tuberculose-inicia-nesta-sexta-dia-22/?fbclid=IwAR0k9J_4dGw3uHCMsLLcZkUJCqkDO4Pv0YqSdLJJavt4z5aN6fDioGTV314

CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO NO CEARÁ:

No período de 2013 a 2017, foram diagnosticados e registrados 17.378 casos novos e 959 óbitos por tuberculose. A incidência reduziu de 39,4/100 mil hab. em 2013 para 38,3/100 mil hab. em 2017, o que representa uma diminuição de 1,1%.

No ano de 2017 o Programa Nacional de Controle da Tuberculose/MS lançou o “Protocolo para Vigilância do Óbito com Menção de Tuberculose nas Causas de Morte” com os objetivos de: Compreender as razões pelas quais as pessoas morrem por tuberculose;Ø Identificar fragilidades no acesso ao cuidado à saúde;Ø Propor medidas para subsidiar ações de controle;Ø Identificar e examinar contatos que não foram avaliados (casosØ notificados pós-óbito); Qualificar as informações registradas nos sistemas de informações (SIM, Sinan e SITETB). No Ceará, em 2013, a taxa de mortalidade foi de 2,3 por 100 mil habitantes, e até 2017* observa-se que mantém a mesma taxa média de 2,2 por 100.000 hab. Esclarecemos que não podemos ter a análise final devido ao Sistema de Informação Sobre Mortalidade/SIM permanecer recebendo declarações de óbito, para serem digitadas e analisadas. Outro dado relevante, sinalizador da qualidade dos serviços de saúde, são os casos de tuberculose classificados como pós-óbito, que são aqueles que nunca foram registrados no Sinan e foram notificados após a morte, em decorrência da realização de investigação epidemiológica. No período de 2014 a 2017 registramos 38 casos classificados como pós-óbito no Ceará. Esse indicador representa, indiretamente, a sensibilidade do sistema em captar as pessoas com tuberculose, seja pela falha na busca ativa de casos novos (diagnóstico tardio), na identificação de contatos a serem examinados precocemente, bem como a qualidade dos serviços assistenciais prestados à população.

Conforme dados da OMS, a tuberculose é a primeira causa de óbito em pacientes portadores de AIDS. Para identificação precoce dos casos de HIV positivo torna-se importante a realização da testagem para o HIV em todos os pacientes com tuberculose, priorizando o teste rápido. Todo serviço de saúde que diagnostica e trata tuberculose, seja uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Policlínica, UPA ou uma equipe de Saúde da Família, deve estar preparado para oferecer a Testagem para HIV, como também todo Serviço de Atenção Especializada/SAE deve solicitar a baciloscopia. A realização do teste anti-HIV deve ser garantida para todos os que consentirem, assim como, deve estar assegurado que os resultados sejam inseridos nos sistemas de informação. No Ceará, no período de 2013 a 2017*, tivemos um acréscimo 8,9% na realização dos exames, passando de 61,5% para 70,4%, e uma coinfecção estável ao longo dos anos. Quanto menor o número de pacientes com TB que realizam o teste de HIV, maior a incerteza sobre a prevalência da coinfecção.

No Ceará, nesse período, observa-se uma média de 56,8% dos contatos de casos novos de tuberculose examinados. Isso reflete a falta de priorização nos exames dos contatos para o controle da tuberculose. Observamos através da análise, que o percentual dos contatos examinados está distante do que o MS preconiza, ou seja, que 100% dos contatos identificados sejam examinados.

O exame de contatos é uma estratégia que deve ser realizada de forma ativa e contínua, e tem como objetivo identificar/descartar casos de tuberculose ativa e de infecção latente de tuberculose (ILTB). Por meio dessa estratégia, é possível detectar precocemente os casos de tuberculose e iniciar o tratamento oportunamente.

Os casos de retratamento são aqueles que abandonaram o tratamento, uma ou mais vezes, e os casos que, mesmo tratados adequadamente, tiveram recidiva da doença. A cultura de escarro nesses casos é um exame de extrema importância, no entanto, ainda é uma realidade fragilizada quanto à solicitação e quanto ao acesso à realização do exame. Quanto à realização de cultura de escarro nos casos de retratamento entre os anos de 2013 a 2017*, observa-se uma baixa realização de exames de cultura para os casos de retratamento. Analisando o período, observa-se que não houve incremento na solicitação de exames de cultura para casos de retratamento. A solicitação de cultura de escarro e o teste de sensibilidade devem ser solicitados para 100% dos casos de retratamento, pois, além de identificar a espécie da micobactéria permite também, testar sua sensibilidade aos quimioterápicos, possibilitando o diagnóstico precoce da tuberculose drogaresistente.

A caracterização dos casos de acordo com o gênero mostra uma ampla predominância no sexo masculino ao longo dos anos. Diante da análise, o maior número de casos confirmados de tuberculose ocorreu no sexo masculino (65,2%). Quanto à faixa etária mais acometida foi a de 20 a 34 anos de idade para ambos os sexos, com um total de 5.770 casos ao longo da série histórica, com uma média de 32,1% do total de casos.

A Atenção Primária (AP) tem, entre as atribuições, a abordagem de pacientes portadores de tuberculose dentro das áreas geográficas de atuação, desde a suspeita clínica, passando pelo encaminhamento para a investigação diagnóstica e o acompanhamento dos casos confirmados, por meio do tratamento supervisionado e da coleta da baciloscopia mensal de controle.

(Fonte de pesquisa Site UNAIDS e Boletim Epidemiológico da Secretária de Saúde do Estado do Ceará – SESA.)

RNP+CEARÁ

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